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Publicado em: 26/2/2018

Minibomba cardíaca pode tornar obsoletos transplantes do coração

Opção aos transplantes

Thomas Sheanoticia_minibomba_cardiaca.jpgO primeiro transplante de coração acabou de completar seu 50º aniversário - ele foi realizado em dezembro de 1967. Esta pequena bomba pode deixar essa prática para trás para muitos pacientes.

"Este dispositivo, quando totalmente aperfeiçoado, poderá ter tanto impacto na sociedade quanto a vacina contra a poliomielite na década de 1950. As descobertas estão chegando muito rápido." Foi assim que os doutores Ralph Metcalfe (Universidade de Houston) e William Cohn (Instituto do Coração do Texas) anunciaram uma bomba cardíaca de próxima geração para pacientes que sofrem de insuficiência cardíaca.

 

O que distingue este pequeno aparelho de outros dispositivos é a sua capacidade de auxiliar o coração temporária ou permanentemente, permitindo que alguns pacientes evitem tanto o transplante de coração quanto o uso de uma bomba de assistência ventricular.

 

Embora possa se tornar também um suporte por toda a vida para o coração, a minibomba está sendo projetada para dar ao coração um descanso suficiente para que o próprio órgão possa se curar, sendo então retirada, uma opção inexistente na atual prática médica.

 

Para isso, o aparelho não se parece com as bombas grandes e pesadas das últimas décadas - é um pequeno dispositivo que pode ser implantado sem grandes cirurgias. O objetivo é desenvolver tratamentos melhores e menos invasivos que possam ser usados no início do diagnóstico dos problemas cardiovasculares, muito antes de manifestações críticas de insuficiência cardíaca.

 

O pequeno dispositivo que a equipe está desenvolvendo cabe na palma da mão. Ele será implantado percutaneamente, o que significa que ele será passado através de uma incisão na pele, provavelmente na veia subclávia, logo abaixo do colo, e então levada para o septo atrial do coração (a parede separando os átrios esquerdo e direito). Hoje, a implantação de uma bomba cardíaca requer que o cirurgião faça uma grande incisão e abra o tórax do paciente.

 

Fonte: Diário da Saúde




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